segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Conversa


Seria interessante o governo do Estado explicar melhor a questão da isenção de impostos que beneficiou as usinas do Madeira. Foi algo decidido pelo governo Lula e bem discutido com o então governador Ivo Cassol. A União repassou mais de R$ 2 bilhões para Rondônia, fora o que chegou aos cofres através dos consórcios de Santo Antônio e Jirau e por conta disso pediu a isenção.

Carnaval
Provavelmente devido à proximidade da festa momesca, o hoje senador Ivo Cassol (PP-RO) promoveu o maior carnaval por conta do empréstimo pedido pelo governo e por conta disso citou que Confúcio Moura (PMDB) isentou as usinas do pagamento do imposto, algo em torno de R$ 600 milhões. Pura falácia.

Reação
O caso é que até então, todos podiam bater no governo Confúcio porque ninguém reagia. Agora isso mudou. Assim, Ivo Cassol acabou sendo desmascarado em uma audiência pública que deixou lotadas as galerias da Assembleia Legislativa. Todos ficaram sabendo que foi Cassol quem concordou com a isenção.

Isenção
É sempre bom lembrar que o governo federal é o maior acionista das obras, as maiores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, decidiu que a isenção deveria ser dada. O Estado foi autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a conceder o benefício, o que acabou ocorrendo.

Combinação
O Confaz é formado por secretários de Fazenda de todos os Estados e pelo ministro da Fazenda. Rondônia não receberia autorização para abrir mão de mais de R$ 600 milhões de receita se não houvesse interesse do governo federal nisso. Foi algo muito bem combinado entre o então governador Ivo Cassol e a União.

Beneficiados
Ocorre que a isenção não beneficiou somente os consórcios de Santo Antônio e Jirau. Diversas empresas que importaram produtos fabricados foram do Brasil também foram atendidas. Entre elas estão as pequenas centrais hidrelétricas do hoje senador Ivo Cassol. Será que ele se esqueceu de tudo isso quando criticava Confúcio?

Greve?
Tímida a greve anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero). A direção do sindicato demonstra que ao longo dos anos perdeu o contato com a base devido ao envolvimento com negociatas. Agora a base não atende mais as convocações, porque percebeu que algumas vezes era usada como moeda de troca.

Explicações
Hoje muita gente garante que as contas do Sintero são uma verdadeira caixa preta. O melhor caminho para recuperar a credibilidade seria a atual direção mostrar que existe zelo com os cofres, deixando que os gastos fossem verificados pelo pessoal mais incrédulo. Mas dificilmente o presidente Manezinho fará isso.

Prejudicou
A diretoria do Sintero já chegou a ir à Justiça contra filiados, após meter a mão no bolso deles com troca de advogados em processo ganho em última instância. Trata-se de algo nunca visto no sindicalismo de Rondônia. É claro que diante disso o grupo que comanda a entidade fica muito mal visto.

Indicação técnica
O coronel Fernando Prettz teve ontem uma reunião com servidores do Departamento de Polícia Legislativa (Depol), para mostrar como deve ser o trabalho de agora em diante. Ele foi nomeado diretor do departamento há alguns dias, mas esperava que a cedência fosse autorizada pelo governador Confúcio Moura, para poder se apresentar oficialmente.
É bom explicar que a indicação do coronel Prettz para o cargo não é política, e sim técnica. Ele foi indicado pelo comando da PM e chegou em um momento em que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho) está sendo ameaçado. O Poder Legislativo passa por dias turbulentos.
Ele tem tudo para desenvolver um bom trabalho, e assim mostrar que reúne todas as condições necessárias para ser comandante da Polícia Militar. O coronel Prettz conta com servidores da própria Assembleia Legislativa, lotados no Depol, e também com policiais militares. Esses cuidam mais do serviço externo, como a segurança do presidente da Casa.

Atrás do toco
Estranha a atitude do ex-deputado federal Lindomar Garçom (PV). Aparentemente decidiu assumir a condição de “traíra político”. Primeiro ele estava junto com caciques do PR e do PSDC, dizendo que fazia parte de uma composição com esses partidos visando conquistar a prefeitura de Porto Velho. Depois foi nomeado assessor do governador Confúcio Moura (PMDB), que nada tem a ver com os dois partidos.

Logo após ter sido nomeado assessor do governo, Garçom desapareceu das vistas dos dirigentes do PR e do PSDB, tanto que sua “trairagem política” começou a ser comentada. Agora o ex-deputado alega que apesar de ser assessor do governador continua no grupo formado por tucanos e republicanos. Agora não está bem claro em quem Lindomar Garçom está passando a perna. Seria por acaso no governador?

Cancelamentos


Uma série de irregularidades está sendo apontada pelo Ministério Público do Estado na prefeitura de Alto Paraíso. Por conta disso, licitações estão sendo canceladas e o prefeito Romeu Reolon (PMDB) terá que dar explicações. As coisas começaram a ficar complicadas para Reolon quando seus inimigos começaram a morrer misteriosamente.

Mortes
Um vereador e um empresário que tiveram problemas com o prefeito foram assassinados em Alto Paraíso da mesma maneira, a tiros disparados por pistoleiros. Isso depois que apresentaram denúncias contra Romeu Reolon. Familiares do empresário, que era dono de uma funerária, pedem providências.

Dilminha
A irresistível atração que o caldinho de traíra exerce sobre o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), está dando o que falar entre os petistas. O gosto dele em relação à culinária pode acabar atrapalhando o partido, que tem como objetivo eleger seu sucessor nas eleições deste ano.

Coordenador
A forma como o prefeito da Capital coordenou a campanha do candidato ao governo do Estado, o saudoso ex-deputado federal Eduardo Valverde (PT), deixou muito a desejar. Não percorreu o Estado e não se mexeu. Como se não bastasse, candidatos considerados queridinhos do prefeito praticamente não fizeram campanha para a presidente Dilma.

Cuidado
Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, diz o ditado. Enquanto o prefeito saborear caldinho de traíra, é bom não deixar que ele coordene nenhuma campanha quando o candidato não for de seu agrado. Melhor prevenir do que depois chorar diante do leite derramado.

Queria
Como muita gente lembra, o prefeito Roberto Sobrinho queria ser o candidato a governador do PT, mas Valverde acabou concorrendo. Segundo circulou nos bastidores políticos, ele foi chamado em Brasília e teria levado uma reprimenda da cúpula do partido, que não admitiu entregar a prefeitura da capital de Rondônia para um vice peemedebista.

Possibilidade
Por falar em PMDB, está cada vez maior a possibilidade de o partido compor com o PT novamente em Porto Velho, indicando o candidato a vice-prefeito. Desta vez não será Emerson Castro. O tema começa a ganhar corpo entre os peemedebistas, apesar de a velha guarda defender candidatura própria.

2014
O próprio governador Confúcio Moura (PMDB) estaria propenso a apoiar a coligação com o PT, na Capital. Isso tornaria mais fácil a vitória de um aliado e facilitaria a vida de Confúcio. Já foi anunciado previamente que ele será candidato à reeleição em 2014. Assim, será necessário palanque no maior reduto eleitoral do Estado.

Comissão
A Comissão Processante que iniciará o julgamento dos deputados estaduais acusados de envolvimento com a quadrilha que desviava recursos públicos deverá mesmo ser composta na próxima semana. Será uma oportunidade para que os parlamentares apresentem a defesa. Até o momento eles não usaram dessa chance.

Mudança de rumo
O governador Confúcio Moura (PMDB) deverá mudar o rumo de sua administração com a tomada de crédito de R$ 542 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). Com esses recursos poderá mudar a imagem de Rondônia e ter altos índices de popularidade nos próximos anos.
Outro ponto que precisa ser mexido é em relação aos mais de 300 mil rondonienses em situação de extrema pobreza. Essa situação deverá ser revertida com o Plano FutuRO, que prevê distribuição de renda. Será uma espécie de complemente ao Bolsa Família, que já é desenvolvido com sucesso pelo governo federal.
Com esses investimentos o governador deve chegar em 2014 com um índice de popularidade elevado, o que lhe permitirá concorrer à reeleição com relativa tranquilidade. Pelo jeito, como foi visto recentemente, existem muitos políticos adversários torcendo para que isso não aconteça. Será preciso ter cuidado com isso.

Atrás do toco
Algumas mudanças já foram promovidas no primeiro escalão do governo do Estado, mas está sendo esperada mais alguma troca de secretários. Alguns parecem ainda não ter se encontrado, mas estão recebendo uma oportunidade para que as pastas deslanchem. Outras secretarias não chegam a estar ruins, mas poderiam caminhar bem melhor.

Na CGAG e na Casa Civil muita coisa mudou para melhor. Supostos aliados estão sendo chamados na responsabilidade, devido ao excessivo “fogo amigo” e o governador já percebeu que agora tem quem o defenda, quando for necessário. Não se pode ser bonzinho em política. Algumas respostas devem ser dadas de forma bastante contundente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Rombo na Astir


O grupo que comandava há anos a Associação Tiradentes da Polícia Militar (Astir) foi retirado do poleiro pela oposição e foi oficialmente constatado o que todo mundo já sabia: o rombo existente ultrapassa um milhão de reais. Os atuais diretores se assustaram e já falam em levar para o tribunal as contas da Astir.

Desvio
Antes de tornar pública a situação, a atual direção da Astir está verificando detalhadamente onde foi parar o dinheiro. Suspeitas existem muitas e praticamente já se sabe quem foi que meteu a mão no cofre. O cidadão deverá ser chamado para prestar contas e assim evitar um escândalo que respingará em muita gente.

Vicentes
Os Vicentes são os que mais causam problemas ao governador Confúcio Moura (PMDB). Quem agora está aprontando é o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, Edson Vicente. É difícil de acreditar, mas é verdade. Ele nomeou para um cargo comissionado o presidente do PP em Ouro Preto do Oeste, Salatiel Correia Carneiro.

Pisada
É bom lembrar que Salatiel Correia é um excelente profissional, mas por outro lado é presidente do partido do senador Ivo Cassol (PP-RO) em Ouro Preto. Peemedebistas consideram que Vicente, desta vez o Edson, colocou um filhote de piranha no criatório de tambaqui do atual governo.

Mudaram
Dizem no governo que Edson Vicente não pisou no tomate. Ele teria sapateado sobre o tomateiro. A portaria foi revogada assim que o caso chegou aos ouvidos de gente ligada ao governador, mas o estrago político estava feito. Peemedebistas de Ouro Preto teriam se revoltado contra o Vicente da Sedes.

O outro
Quando a Vicente Moura, o Cambuquira, este anda quieto na Ouvidoria Geral do Estado. Ainda não se tem certeza da razão disso. Talvez seja porque a caminhonete zerada que ele havia conseguido para trabalhar tenha sido batida e ele não tenha condução para sair do Palácio Presidente Vargas, por enquanto.

Projeto
Em pesquisa minuciosa realizada recentemente na Câmara de Porto Velho não foi encontrado nenhum projeto de relevância apresentado por Davi Chiquilito quando este era vereador. O projeto de maior impacto dele foi o que muda o nome da avenida Rio Madeira para avenida Chiquilito Erse. Mas isso, dizem, foi por orientação da mãe de Davi.

Conhece
Interessante a propaganda feita pela Wolkswagem, de que toda mãe conhece o filho que tem. Um cidadão aparentemente está “enrolando” a namorada e no finalzinho do comercial a mãe aparece, dá uma bronca no rapaz e resolve a situação. A coisa é mais ou menos por aí. Pedido de mãe deve ser atendido. Ordem, também.

Roque das aranhas
Dizem no PT que o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, adora caldinho de traíra. Na contramão de tudo, resolveu lançar pré-candidata a prefeita sua chefe de gabinete, Mirian Saldaña. A situação chegou a tal ponto que ela ganhou o apelido de Dilminha, depois que Sobrinho a levou a Brasília e a apresentou como a solução para vencer as eleições na Capital de Rondônia.
De acordo com diversas correntes existentes no PT, Sobrinho estaria acreditando que exerce em Porto Velho a mesma influência que Lula tem no Brasil. Assim, ainda de acordo com petistas, o prefeito também estaria pensando que consegue eleger Dilminha, apesar de já o terem avisado que Mirian não passará nem nas prévias do partido.
Petistas ligados ao sindicalismo dizem ter saudades do velho Roberto Cascão de guerra, aquele homem combativo que se importava com os companheiros. No Carnaval, Dilminha teria seguido para a Argentina, junto com a deputada Epifânia Barbosa e um grupo de amigas. O título acima foi proposto por um petista gordinho, mas ninguém entendeu.

Atrás do toco
Nitidamente o deputado Zequinha Araújo (PMDB-Porto Velho) cutucava o senador Ivo Cassol (PP-RO) quando discursou em sessão na Assembleia Legislativa dizendo que não era preciso ter medo do desenvolvimento de Rondônia. Só faltou citar que Cassol foi o único na audiência pública realizada na última terça-feira a não concordar com a tomada de financiamento de R$ 542 milhões.

O deputado Zequinha Araújo teve o cuidado de não cutucar Ivo Cassol em sua presença, porque com toda certeza o senador revidaria. Para bater em Cassol é preciso estar sem suspeita nenhuma pairando sobre a cabeça, caso contrário a coisa fica feia. O senador é tão bem informado que é capaz de saber até mesmo a marca da cueca que o adversário usa. E a marca da meia também.

Esgoto


A Vigilância Sanitária verificou que o esgoto do Hospital Regional de Cacoal está sendo despejado no igarapé que passa atrás da unidade de saúde e deságua no rio Madeira. O diretor lá é ligado a uma Organização Social, dessas que desejam administrar os hospitais públicos de Rondônia. É possível ter uma ideia de como será essa administração.

Sumiço
Deveria ter sido construída uma estação de tratamento de esgoto no Hospital Regional de Cacoal. Na época em que o governador era Ivo Cassol (PP), o Consórcio Santo Antônio teria doado o material para isso, mas apenas uma parte chegou até Cacoal. O restante deve ter ficado pelo meio do caminho. Assim, a estação foi iniciada mas não foi concluída.

Inspeção
E por falar na competência do administrador do Hospital Regional de Cacoal, esteve por lá um fiscal do Ministério da Saúde. Saiu estarrecido após uma conversa com pacientes. Foi dito a ele que médicos chegaram a recomendar a internos que saíssem de lá imediatamente e fossem para alguma clínica particular. Caso de Polícia.

Máfia de branco
É sabido que muitos médicos que trabalham para o governo também atendem em hospitais particulares. Acontece que na iniciativa privada só faltam arrancar o couro do paciente. Já foi denunciado anteriormente que alguns médicos chamam o paciente da unidade pública em um canto e dizem para ele ir a uma clínica, pagando. Assim, o mesmo médico atende o paciente. É preciso colocar na cadeia gente que age assim.

Sindicato
Interessante o Sindicato Médico de Rondônia (Simero). O presidente tem dois contratos com o governo, mas não trabalha de jeito nenhum. A Justiça o dispensou, sob a alegação de que ele precisa de tempo para cuidar da categoria. Mas por que ele foi dispensado dos dois contratos? Deixar de comparecer em um deles não seria suficiente para se dedicar ao sindicato?

Ideia
Fica aqui uma ideia ao Sindicato Médico e ao pessoal do Conselho Regional de Medicina (Cremero), que mesmo sabendo de tudo isso tem coragem de cobrar moralidade do governo. Ajudem a fiscalizar os maus profissionais, que prejudicam a população. Não deixem que a máfia de branco continue denegrindo a imagem de quem trabalha direito.

Greve
O governo do Estado pode enfrentar um outro problema na próxima semana. Professores ameaçam entrar em greve. Eles reivindicam melhoria salarial e alegam que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) não está disposta a negociar com a categoria. Aliás, o Sintero já havia reclamado do secretário Julio Olivar no passado.

Abandono
A BR-364 está largada às traças, em diversos trechos. É um martírio a viagem de Ji-Paraná a Cacoal. A bancada federal precisa estar atenta à situação. O Dnit não está dando conta do recado. São muitas as reclamações, mas não estão adiantando. É necessária uma ação conjunta para solucionar o impasse.

Mudança
A administração da Caerd mudou, mas as encrencas não. O deputado Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná) continua reclamando da atuação da Caerd. O parlamentar usou a tribuna nesta semana para cobrar a prestação de um serviço de melhor qualidade.

Os mais falados
Nessa época que antecede o período eleitoral, disputas internas nos partidos são comuns. Legendas de maior porte geralmente têm diversos pretensos pré-candidatos à prefeitura de Porto Velho, a mais cobiçada do Estado. Atualmente as agremiações partidárias que mais têm atraído a atenção são o PT e o PMDB, que estão praticamente com as vísceras expostas.
Em se tratando do PT, a chefe de gabinete da prefeitura, Mirian Sandaña, está sendo chamada de Dilminha. O azar dela é que o prefeito da Capital, Roberto Sobrinho, não tem carisma suficiente para eleger a pupila. Para quem não sabe, se você precisa falar com o prefeito um assunto que não seja de interesse dele, Mirian é a aquela que não deixa você chegar perto dele.
No PMDB tem aquela história de caciques estarem forçando a barra para lançar a pré-candidatura do servidor comissionado Davi Chiquilito, que é considerado um estranho no ninho. A coisa está tão estranha que nem mesmo o governador Confúcio Moura se envolve. Por outro lado, também não chama o rapaz para dar expediente na governadoria, onde ele está lotado.

Atrás do toco
Deve ter sido algum engano. Foi publicado em jornal o protesto de um título de R$ 320,00 em nome de Amir Francisco Lando. O ex-senador pode assumir a qualquer momento uma cadeira na Câmara Federal, no lugar do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), condenado pela Justiça pela acusação de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa quando seu irmão Marco Donadon (PMDB-Vilhena) era presidente da Casa.

Por unanimidade os deputados aprovaram a criação da Comissão Processante, que tem a missão de iniciar o julgamento dos parlamentares acusados de envolvimento com a quadrilha que desviou milhões de reais do tesouro estadual. Após o carnaval as bancadas dos partidos representados na Assembleia Legislativa deverão indicar os componentes da Comissão, que deve ter o mínimo de três e o máximo de quatro membros.

Confundiu


O líder do governo na Assembleia, deputado Edson Martins (PMDB-Urupá), se confundiu recentemente. Ele destacou o empenho do governo em acatar a audiência pública onde foi discutida a tomada de crédito no BNDES. Na verdade o Executivo não tinha outra escolha. Hermínio Coelho marcou a audiência e pronto.

Defesa
O diretório municipal do PMDB se reuniu em Porto Velho e decidiu que não deixará que batam no governador Confúcio Moura. Já não era sem tempo, já que há comissionados falando mal do governo. É bom lembrar que nesta semana o chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, deu um “chega prá lá” violento no senador Ivo Cassol (PP-RO), que teceu uma série de acusações infundadas a Confúcio.

Provado
Juscelino Amaral mostrou que foi Ivo Cassol e não Confúcio quem concedeu incentivos fiscais aos consórcios que constroem as usinas do Madeira. Juscelino também mostrou que Cassol tomou emprestado quase R$ 500 milhões quando era governador, mas agora tentou impedir Confúcio de abrir uma linha de crédito no BNDES.

Lugar incerto
Uma ausência foi notada na reunião do diretório municipal do PMDB: a de Davi Chiquilito, funcionário público lotado na governadoria com CDS 20, no valor de R$ 8 mil. Ele não compareceu nem para dizer se é ou não pré-candidato a prefeito. Peemedebistas tinham ido à governadoria procurar por Davi mas descobriram que ele praticamente não aparece no local de trabalho.

Falha
A falha certamente não foi de Davi Chiquilito, e sim dos peemedebistas. Quem conhece Davi sabe que o dia para ele geralmente começa somente após às 14 horas. Acontece que isso é perfeitamente justificável. Durante a noite e a madrugada ele pode ser encontrado na conhecida calçada da fama, certamente fazendo relações públicas. Como poderia estar no trabalho às sete e meia da madrugada?

Pré-candidatos
Como Davi Chiquilito nada diz aos peemedebistas, os pré-candidatos à prefeitura da Capital que já se apresentaram são o presidente do diretório estadual, Orestes Muniz, o presidente do diretório municipal, Dirceu Fernandes, o diretor geral do Deosp, Abelardo Townes de Castro Neto e o peemedebista histórico Wanir Cavalheiro.

Cacifado
O chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, tem recebido elogios de todos os setores do governo. O Executivo estava precisando de alguém que pudesse coordenar ações defensivas quando fosse preciso. Juscelino acompanhou passo a passo as votações de interesse do governo na Assembleia Legislativa.

Reconhecimento
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho), conquistou a simpatia de diversos comissionados do Executivo que acompanharam a audiência pública onde foi debatido a tomada de crédito de R$ 542 milhões junto ao BNDES e também as sessões onde foram provados esse projeto e o Plano FutuRO, que prevê distribuição de renda.

Ganhou pontos
Hermínio demonstrou segurança na condução dos trabalhos, criticou falhas do Executivo mas teve a honestidade de dizer que, se ele fosse o governador, também pediria dinheiro ao BNDES. Também deu um freio no senador Ivo Cassol (PP-RO)                 quando foi preciso, cortando o som do microfone.

Davi, o pereguino
O servidor público Davi Chiquilito perambulou por partidos de esquerda até que o senador Valdir Raupp lhe mostrou que através do PMDB é possível chegar à iluminação. Quem achou ruim foi o professor Francisco Batista Pantera (PC do B), que passou anos tentando colocar na cabeça de Davi as teorias marxistas. Pelo jeito, não adiantou Pantera jurar de pés juntos que o comunismo é a melhor coisa do mundo.
Assim, depois de passar por partidos de esquerda como PSB e PC do B, Davi Chiquilito pulou para dentro do PMDB, legenda de extrema direita. E chegou querendo voar alto, colocando o nome à disposição para ser pré-candidato a prefeito de Porto Velho, o que causou a ira de peemedebistas históricos, ou pré-históricos, como dizem alguns. O clima ficou feio, tanto que ele só será candidato se for empurrado goela abaixo.
Os adversários de Davi Chiquilito dizem que ele precisa primeiro se situar, descobrir qual é a sua ideologia partidária já que ainda deve estar atordoado, porque há pouco tempo era comunista. Enquanto Davi não demonstrar que deixou de ser um peregrino e que de fato encontrou seu caminho, dificilmente será bem aceito pelos pré-históricos que têm direito a voto no PMDB.

Atrás do toco
Quem ainda tem dúvidas sobre a possibilidade de o ex-deputado federal Lindomar Garçom (PV) ser ou não um bom nome para concorrer à prefeitura de Porto Velho deve dar uma olhada em Candeias do Jamari, onde ele deixou rastros. A cidade viva alagada, está cheia de buracos, o lixo não é coletado e a saúde pública está pela hora da morte.

Denúncias contra Garçom e o prefeito de Candeias do Jamari, Osvaldo “Dinho” Sousa (PV), pipocam a todo instante. Tio de Garçom, Dinho é acusado de invasão de terra, de entregar terrenos da prefeitura a amigos, de contratar uma empresa de segurança que deu emprego a sua filha e de criar cargos comissionados para abrigar aliados. 

Engoliu


O chefe da Casa Civil, Juscelino Moraes do Amaral, jogou a isca e o senador Ivo Cassol (PP-RO) a engoliu juntamente com anzol, linha e chumbada. Na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, Cassol ficou tão ocupado em responder a Juscelino que se esqueceu do objetivo do evento, que era discutir a tomada de crédito de R$ 542 milhões junto ao BNDES.

Revelação
Nunca alguém havia enfrentado Cassol com base. Na audiência pública foi comprovado que nos momentos em que isso acontece o senador fica sem chão. Juscelino desmontou todo o discurso do parlamentar, mostrando que a isenção de impostos às usinas do Madeira foi concedida pelo próprio Cassol.

Desmontou
Juscelino desmontou Cassol de vez ao elencar os empréstimos feitos pelo senador, quando era governador. O montante chegou a R$ 433,497 milhões e deve começar a ser pago por Confúcio Moura (PMDB). Mas pesou bem mais coisas que o chefe da Casa Civil não disse, mas que ficaram claras.

Vantagem
Ao citar na tribuna que Ivo Cassol havia concedido isenções a Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Juscelino Amaral olhou fixamente para o senador. Todos sabem que Cassol tem cinco PCHs em Rondônia. Juscelino não disse que ele concedeu isenção a suas próprias empresas quando era governador, mas isso ficou claro.

Prisões
Outra coisa que Juscelino Amaral não disse gerou perguntas depois. Ivo Cassol sempre fala nas prisões que aconteceram recentemente. Juscelino não citou que Ivo Cassol Júnior foi preso durante o governo do pai, acusado de tráfico de influência, nem lembrou da prisão do chefe da Casa Civil no governo Cassol, o hoje deputado federal Carlos Magno (PP-RO), durante a Operação Dominó.

Nível
O caso é que Juscelino Amaral e Confúcio Moura chegaram ao entendimento que o atual governo não levará nada para o lado pessoal. As explicações sobre quem concedeu a isenção aos consórcios de Santo Antônio e Jirau foram dadas porque era preciso esclarecer a população sobre as ações de Cassol.

Xadrez
Quem estuda xadrez conhece o “Mate de Legal”. Nele é preciso sacrificar a dama, chamada pelos leigos de rainha. O jogador afoito não pensa duas vezes em tomar a dama do adversário – no xadrez não se usa a expressão “comer”. Depois disso é mate em dois lances. Quem toma a dama leva xeque do bispo adversário no primeiro lance e xeque-mate do cavalo no segundo.

Xeque
A dama é na realidade um general, a segunda peça em importância no tabuleiro, perdendo somente para o rei. Cassol ficou em xeque na audiência pública e se comportou como quem cai no Mate de Legal. Partiu para cima de Juscelino, o general, e se esqueceu do objetivo da partida, ou melhor, do objetivo da audiência pública, que era discutir a necessidade de o governo recorrer à linha de crédito do BNDES.

Tabuleiro
Os lances vistos na Assembleia Legislativa mostram que o governo parece estar querendo equilibrar o jogo no xadrez a política. Confúcio só vinha pegando pancada, sem esboçar qualquer reação. Agora o governador conta com alguém em condições de entrar em uma peleja para defender os interesses do Executivo.

Em defesa do progresso
Durante a audiência pública, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho), mostrou que a democracia impera na Casa de Leis. Ouviu todas as partes e assegurou ao senador Ivo Cassol (PP-RO) o direito à palavra. Pediu ao público que, se quisesse, vaiasse Cassol somente após ele terminar seu pronunciamento.
Quando o senador ultrapassou o limite de tempo para falar, Hermínio cortou o som do microfone. Deixou Cassol falar por mais dois minutos, avisando que depois desse tempo cortaria o som definitivamente. Também concedeu dois minutos para que o chefe da Casa civil, Juscelino Amaral, se defendesse dos ataques de Cassol.
O ponto mais importante do discurso de Hermínio foi quando ele disse que os políticos devem se unir pela defesa dos interesses de Rondônia, e chegou a citar o caso do sujo falando do mal lavado. De acordo com o deputado é inadmissível haver 300 mil pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza em um Estado tão rico.

Atrás do toco
Quem sentia saudades de ouvir discursos brilhantes viu que valeu a pena ir à audiência pública na última terça-feira, na Assembleia Legislativa. O peemedebista Tomás Correia foi brilhante. É verdade que ele bateu forte em Ivo Cassol, mas falou com tanta categoria que foi aplaudido pelo próprio senador, logo no início de seu pronunciamento.

O ponto alto do discurso de Tomás Correia foi quando ele disse que Ivo Cassol era o único que não concordava com o empréstimo. Então citou o caso da mulher que viu um desfile militar e foi reclamar com o comandante. Disse ao militar que somente o filho dela marchava certo e os outros estavam todos errados. Todos aplaudiram, menos Cassol.

Fogaça


O jornalista Everaldo Fogaça, do site O Observador, foi o único que divulgou o depoimento do ex-secretário-adjunto de Saúde, José Batista, e não tirou o material do ar. Todo mundo desmentiu, mas agora Batista foi solto e já se começa a admitir que ele prestou depoimento mesmo.

Vitória
Por seis votos a zero o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho), se mantém no mandato. A ação havia sido movida pelo PT, que pedia o mandato do parlamentar, alegando infidelidade partidária.

PSD
Hermínio deixou o PT após divergências com a direção do partido, que se negou a apurar diversas denúncias apresentadas contra o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho. O deputado se filiou ao recém nascido PSD, de quem agora é presidente do diretório municipal. Os petistas recorreram à Justiça querendo o mandato.

Favorável
A primeira dificuldade encontrada pelo PT na luta para tentar tirar o mandato de Hermínio ocorreu quando o Ministério Público Eleitoral (MPE) concedeu parecer favorável ao deputado. Diz a lei que parlamentar que sai de um partido para fundar outro não comete infidelidade partidária. Assim, a vitória de Hermínio já era tida como certa.

PMDB
Que ninguém estranhe se o diretório do PMDB em Porto Velho novamente decidir compor com o PT e indicar de vice o empresário Dirceu Fernandes, presidente da legenda na Capital. Trata-se de um nome que tem boa tramitação em ambos os partidos e que não briga com ninguém. A possibilidade está sendo discutida e já é bem vista entre muitos peemedebistas.

Composição
Quando os peemedebistas alegam que a meta é lançar candidatura própria à prefeitura da Capital e que não abrirão mão disso, é apenas jogo de cena. Dirceu Fernandes defende seu partido e apoiaria um candidato próprio. Acontece que isso está cada vez mais longe da realidade. No momento é melhor caminhar ao lado do PT e garantir o apoio da União ao governador Confúcio Moura (PMDB).

Sesau
Muita gente esperava que Williames Pimentel assumisse a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Ele ajeitou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), em Porto Velho. Os centros de saúde e policlínicas funcionam muito bem, tanto que deveriam servir de exemplo para as unidades mantidas pelo Estado, como o Hospital de Base e o João Paulo II.

Conversa
Circula nos bastidores políticos que Pimentel teve uma conversa com o governador, mas ao que tudo indica decidiu não assumir a Sesau. Na conversa anterior ele havia dito que até poderia ser secretário, mas para isso teria que ter autonomia. Pimentel também descartou a ideia de terceirizar a saúde, garantindo ter competência para ajeitar o setor.

Semsau
Pelo andar da carruagem, Pimentel decidiu continuar trabalhando com o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), que lhe dá autonomia para trabalhar. Não irá comandar uma pasta no governo de seu partido, o PMDB, porque é melhor para ele ficar com os petistas.

Blog parado
O governador Confúcio Moura (PMDB) anunciou que vai parar de colocar postagens em seu blog. Ele não explica a razão da decisão, mas nas atuais circunstâncias a atitude pode ser considerada acertada. Ocorre que ele poderia continuar postando as mensagens, bastando modificar o teor delas. Em algumas situações o blog depunha contra o próprio governador e colocava seus auxiliares diretos em saia justa a todo instante.
Confúcio certamente percebeu que demitir secretários via blog é uma aberração. Postar que recebeu denúncias de que havia corrupção na Sedam, idem. Melhor seria ter colocado posteriormente que exonerou servidores comissionados na secretaria e depois determinou que as denúncias fossem apuradas. Afinal, todos ficaram sabendo que ele recebeu a denúncia, mas poucos foram informados das exonerações.
O blog servia perfeitamente ao cidadão Confúcio Moura, porque ali estão seus pensamentos, suas impressões. Acontece que, a partir do momento em que ele é governador, a situação muda completamente. As postagens deixam de ser meras observações de um cidadão comum e passam a ser a opinião do governador. É impossível dissociar a figura do cidadão da imagem do governante.

Atrás do toco
Na briga de parte do PT com o deputado Hermínio Coelho um fato entrou para o folclore político de Rondônia. Após ter a presidente acusada de envolvimento com a quadrilha que desviava recursos do tesouro estadual, a cúpula da sigla tentou pregar moralidade e enviou comunicado a Hermínio devolvendo os cargos que os petistas possuem na Assembleia Legislativa.

Hermínio respondeu que o PT nunca teve cargos na Assembleia Legislativa, por isso não poderia devolver nenhum. Alegou, ainda, que os petistas que estão trabalhando na Casa de Leis podem pedir demissão, se assim desejarem, mas isso não depende de decisões da direção da legenda. A atitude do parlamentar derrubou por terra a tentativa de mostrar moralidade.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Servidores



Servidores estatutários da Assembleia Legislativa defendem o deputado Hermínio Coelho com unhas e dentes. Os funcionários têm acesso ao parlamentar com muita facilidade e o presidente tem sido sensível aos problemas da categoria. Atualmente, estuda o percentual de reajuste salarial que será concedido nos próximos meses.


Oposição
Recentemente o senador Ivo Cassol (PP-RO) teve um ligeiro atrito com o articulista Carlos Sperança Neto. O jornalista disse que Cassol não tinha condições de falar nada de Confúcio, porque teve o chefe da Casa Civil preso. Assessores do senador tentaram desmentir a história, mas as coisas só se complicaram.


Chiou
Quando foi publicado o desmentido de Ivo Cassol, o ex-governador João Cahulla (PPS) passou a reclamar. Disse que não levaria pauladas por algo que não é culpa sua. Assim, Cahulla desmentiu o desmentido de Cassol. Lembrou que a prisão aconteceu quando o hoje senador era governador. Na administração Cahulla não houve prisões.


Jogo
Nesse momento se trava uma queda de braço entre o pessoal de Confúcio e o de Cassol. Na administração Confúcio teve gente presa, mas na de Cassol, também. Confúcio quer ter acesso a crédito, mas Cassol também emprestou dinheiro, e as primeiras parcelas terão que ser pagas pelo governador Confúcio Moura. Quando a memória de um é curta, o outro trata de lembrar o que realmente aconteceu.


Prévias do PT
No dia 25 de março os petistas de Porto Velho se encontram para votar nas prévias do partido. Terão que escolher quem será o pré-candidato do partido à prefeitura da Capital. Quem deseja participar da votação deve se inscrever até o dia 25 deste mês. Hoje são pré-candidatos a ex-senadora Fátima Cleide, o secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Cláudio Carvalho, e o funcionário da Assembleia Legislativa, José Neumar.
Tal qual o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), José Neumar não aparece na Assembleia Legislativa de jeito nenhum. Pelo menos ele não dá despesas para a Casa, já que não recebe salário. Igual ao prefeito, está acumulando licenças especiais no Legislativo. A ala do PT ao qual Neumar pertence é considerada pequena, por isso ele terá muito trabalho para se aproximar das demais correntes de companheiros.
Os petistas com chances reais são Fátima Cleide e Cláudio Carvalho. O diretório nacional do PT já determinou que Fátima deve ser a candidata, mas em Porto Velho isso não significa muito. A militância deverá escolher um nome independente de imposições, como sempre acontece. Após o próximo dia 25, os inscritos deverão começar a explicar a razão de terem colocado o nome à disposição dos petistas.


Atrás do toco
Em meio às notícias de que teria prestado depoimento à Polícia Federal, o ex-secretário-adjunto de Estado da Saúde, José Batista da Silva, foi solto. Tanto a PF quanto o Ministério Público do Estado (MPE) negam que isso tenha acontecido, mas fica uma dúvida no ar, porque informações desencontradas já foram passadas para a imprensa anteriormente. Mesmo a informação oficial não é considerada tão confiável.


De qualquer forma, há um fato estranho. Todos os pedidos de Batista à Justiça eram negados, até que ele é solto logo após parte da imprensa ter dito que ele havia aceitado depor. A tendência é que agora o ex-secretário fique um tempo em sua fazenda, longe dos acontecimentos. Ele não deverá aparecer pelo Executivo nem pela Assembleia Legislativa tão cedo, porque isso poderia comprometer o governo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Prova do crime


Boa a foto feita dos dois homens que tentaram passar com uma arma e droga em uma barreira montada pela Polícia no entroncamento das BRs 364 e 425, em Abunã, distrito de Porto Velho. Talvez por sugestão dos policiais, a dupla posou para fotos, um deles com a arma na cintura e a droga na mão, como prova do crime. Ainda bem que os policiais não prenderam estupradores.

Polícia
Em diversos setores de Porto Velho a coleta de lixo está um caso de Polícia. Na zona sul é preciso levar o lixo até a avenida Jatuarana. Na zona leste a situação é ainda pior. Os caminhões não passam nem na avenida José Amador dos Reis, onde está o centro comercial. Fica um tremendo mau cheiro e ninguém toma providências.

Briga
Em Vilhena são pré-candidatos a prefeito o deputado Luizinho Goebel (PV), José Rover (PP) e Melki Donadon. Este último era tido como imbatível, mas sua hegemonia foi quebrada por Rover, o atual prefeito. Acontece que agora Goebel corre por fora, com seu partido buscando alianças para se fortalecer nas eleições deste ano.

Falha
Logo que se elegeu, Rover tinha tudo para se tornar uma grande força política em Vilhena, mas cometeu alguns pecados. Se afastou do grupo de partidos que o ajudou na campanha e teve que criar cargos comissionados para atender novos aliados, que não têm tanto peso assim. Gastos maiores resultaram em obras de menor vulto. Luizinho cresce em cima disso.

Comissão
Nesta semana o corregedor da Assembleia Legislativa, deputado Eurípedes Lebrão (PTN-São Francisco) deve ter novidades em relação à formação da Comissão Processante que julgará os deputados acusados pelo Ministério Público do Estado de envolvimento com a quadrilha que desviava recursos do tesouro estadual. A comissão deverá começar a ser formada a partir da próxima quinta-feira.

Carnaval
Ocorre que em seguida haverá o feriado de carnaval, o que deverá retardar a criação da Comissão Processante, que deverá ser composta por um número mínimo de três e máximo de cinco deputados. A tendência, portanto, é que na próxima semana a comissão ainda não esteja totalmente formada.

Coerência
Estranha a atitude do presidente do Sindsef, o ex-deputado Daniel Pereira. Foi defenestrado do PT por estar crescendo e causando inveja em algumas alas do partido. Depois se abraçou a um grupo acusado de saquear os cofres do Sintero e fazer de tudo para evitar uma auditoria. Fica difícil para o ex-parlamentar falar em moralidade, como ele costuma fazer.

Peripécias no estacionamento
O ouvidor geral do Estado, Vicente Moura, esteve na Assembleia Legislativa na última semana pedindo que os carros da Casa de Leis não fiquem estacionados na rua, em frente à calçada. Ele alegou que poderia haver danos aos veículos, que em sua visão precisam ficar somente no estacionamento interno quando não estiverem sendo utilizados. Assim, estarão em segurança e nenhum motorista descuidado baterá neles.
É claro que o pessoal da Assembleia não ficou dizendo que Vicente deveria cuidar das coisas do Executivo, porque no Legislativo há quem cuide. De jeito nenhum. Foi feito um memorando comunicando a todos a observação do ouvidor do Estado. Nos corredores da Casa o comentário é que a interferência foi tão bem recebida que estava sendo preparado um pedido ao governador, de cedência de Vicente para a Ale, para que ele pudesse continuar cuidando do estacionamento, como auxiliar direto do diretor do departamento de transportes.
O problema é que, quando o pedido já estava sendo impresso para ser encaminhado ao governador, descobriu-se que o carro zerado que Vicente Moura conseguiu para ele próprio usar na ouvidoria acabava de ser batido. Foi dada última forma à iniciativa de pedir a cedência de Vicente, porque alguns encararam o acidente como uma falha. O ouvidor teria ficado tão preocupado com os carros da Assembleia Legislativa que se esqueceu de cuidar do veículo da ouvidoria.

Explicação


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou nota oficial dizendo que já havia exonerado o servidor denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Estado (PME) por ter quatro empregos. O TCE também esclareceu que tramitam na Corte dois processos, sendo um administrativo disciplinar, que visam apurar responsabilidades. Cita, ainda, que a atitude foi provocada pela própria casa, e não pelo MPE.

Mais uma
Seria interessante o TCE esclarecer mais uma coisa. O Ministério Público de Contas é um órgão interno seu. Por que, então, envia ofícios ao Tribunal? Sabe-se que internamente se enviam memorandos. Ofícios são para outros órgãos. No Ministério Público de Contas também houve um teste escrito para selecionar quem iria ser nomeado comissionado. Esses cargos são de livre nomeação ou agora haverá concurso para cargos de confiança?

Tiradentes
Pais de alunos do Colégio Tiradentes, em Porto Velho, reclamam da coordenadora pedagógica. Afirmam que os estudantes não podem nem sair para beber água que ela aparece com um caderno de anotações. Quando alguém chega atrasado a situação fica feia. Sobra até para os pais, porque a coordenadora passa um sermão daqueles dados por coronéis em soldados rasos.

Parceria
O governador Confúcio Moura (PMDB) se reuniu com o PT para uma conversa sobre parceria, eleições municipais e a participação do partido em sua administração. Oficialmente a conversa foi excelente. Confúcio estava acompanhado pelo chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral. A tropa de choque do PT contava com o prefeito de Capital, Roberto Sobrinho.

Real
Extraoficialmente o clima não estaria tão bom assim. Confúcio entregou para o PT o Idaron, a Emater e a Seagri, três órgãos onde os investimentos são mínimos. Os petistas, em contrapartida, ajudaram a eleger presidente da Assembleia Legislativa o deputado Valter Araújo (PTB-Porto Velho). A coisa andou estranha por algum tempo entre o governador e o PT.

Ponteiros
Agora Confúcio e o PT devem acertar os ponteiros, devido ao que pregam os diretórios nacionais dos dois partidos. É preciso dar sustentabilidade a Dilma Rousseff e por outro lado Confúcio precisa do apoio dos petistas para continuar administrando o Estado. Assim, talvez nem se envolva diretamente na campanha eleitoral deste ano.

Audiência
A próxima semana será muito importante para o Executivo, devido à audiência pública que será realizada na Assembleia Legislativa. Na próxima terça-feira deputados discutirão com segmentos organizados da população a necessidade de o governo abrir linha de crédito de R$ 542 milhões com o BNDES. O governador já anunciou que o recurso é essencial para o desenvolvimento.

Toque de Midas e reza
Jair Miotto foi duas vezes prefeito de Monte Negro e deputado estadual. Quando ingressou na política tinha uma pequena madeireira. Além de não ter enriquecido, hoje passa por dificuldades financeiras. Vendia peixe recentemente em uma banca, mas o negócio não deu certo. Honesto, não meteu a mão em dinheiro público e no exercício do mandato não teve tempo para cuidar de seus empreendimentos.
Já seu irmão Gilberto Miotto se deu bem. No período em que ficou à frente da Agevisa o rebanho de gado e de cabritos da sua fazenda aumentou miraculosamente, mostrando que o fenômeno não acontece somente com peixes. Ele deve ter aprendido uma reza para que vacas e cabras possam parir como nunca. E o resultado foi estrondoso. Ao contrário do irmão Jair, o cidadão conseguiu um patrimônio considerável no serviço público.
Fora da Angevisa, Beto Miotto montou um empório na Zona Leste, na Capital. É grande, mas o movimento é bem pequeno. Mesmo assim, agora ele está montando um mercado no Alphaville, mostrando que adquiriu o toque de Midas ou conseguiu guardar muito dinheiro. Um detalhe interessante é que não precisou vender bois para investir nos dois negócios. O único baque foi que o rebanho parou de se multiplicar miraculosamente depois que ele deixou o cargo público.

Atrás do toco
O prefeito de Colorado do Oeste, Anedino da Farmárcia, parece estar com muita vontade de ter neste ano sua candidatura à reeleição impugnada  pela Justiça mediante a acusação de abuso do poder econômico ou propaganda eleitoral antecipada. Na edição especial da revista Século aparece a cara do prefeito na capa. Todas as chamadas para matérias internas são sobre o prefeito, ultrapassando as normas do bom senso e até mesmo da “puxação”.

São 24 páginas, e em todas elas é falado sobre o prefeito, sobre a primeira dama ou sobre alguma secretaria de Colocado do Oeste. São 18 fotografias onde Anedino da Farmácia aparece nitidamente. O único anúncio é uma publicação de página inteira, na contracapa. Trata-se de uma mensagem de Ano Novo, adivinhem de quem? Do prefeito e de sua família, é claro, com direito a mais uma foto. Será que esse anúncio pagou toda a impressão?

Diretório


O PR apresentou sua nova composição da provisória municipal, em Porto Velho. A principal tarefa do grupo é garantir bons nomes para concorrer à Câmara de Vereadores. É preciso selecionar pessoas capazes de puxar votos para o ex-deputado federal Miguel de Souza, presidente do diretório regional da legenda e pré-candidato a prefeito da Capital.

Pré-candidato
Por outro lado, o PMN também vem fechando o cerco em torno de uma pré-candidatura do vereador-licenciado Mario Sergio, que também responde pela presidência da Emdur. No início do próximo mês ele deverá voltar à Câmara de Vereadores, porque não poderá ocupar cargo administrativo. Já foram iniciados os contatos visando composições.

Prévias
Oficialmente o PT tem quatro pré-candidatos à prefeitura de Porto Velho. Ocorre que José Neumar e Epifânia Barbosa são considerados cartas fora do baralho. Deverão concorrer mesmo a ex-senadora Fátima Cleide e o secretário Municipal de Transportes e Trânsito, vereador licenciado Cláudio Carvalho. A briga não será fácil.

Vantagens
O grupo de Fátima Cleide sempre teve peso dentro do PT, isso deve ser levado em conta em uma disputa. Já Claudio Carvalho tem a vantagem de não rejeição, nem dentro nem fora do partido. Ele está usando essa característica para se aproximar das diversas alas existentes dentro da legenda.

Nu Rabo
O carnaval universitário, que no ano passado fez sua primeira campanha solidária, este ano promete ser ainda mais empolgante. Depois de ter criado o bloco de sujos “Nu Rabo da Banda”, os acadêmicos da Unir prometem fazer agora uma arrecadação de alimentos ainda maior que a realizada ano anterior. Para tanto, o grupo tem contado com o apoio de estudantes, professores e técnicos da própria instituição.  

Fitha
Em reunião com prefeitos, o diretor-geral do DER, engenheiro Lúcio Mosquini, deu garantias de que os convênios do Fundo para Infraestrutura de Transporte e Habitação (Fitha), entre o departamento e prefeituras, serão pagos até o mês de junho. A pressa é por causa do ano eleitoral. As leis são rigidas com relação a convênios desta natureza.  

Repasse
Neste ano o Governo deve repassar R$ 27,5 milhões às prefeituras, em convênios do Fitha. O recurso é utilizado para recuperação de estradas vicinais, construção de pontes e galerias e aquisição de equipamentos, combustível e construção de casas populares. Em 2011, mais de 90% dos projetos apresentados foram para usar o dinheiro em recuperação de estradas.

Demissões
Na última semana de 2011 o corregedor geral da Polícia Militar, coronel Carlos, disse que havia na Procuradora Geral do Estado (PGE) entre 20 a 25 processos de expulsão de policiais militares da corporação. Disse também que a PGE se empenharia em analisar estes casos que se arrastam há cerca de cinco anos. Outros 25 casos estavam prestes a ser finalizados e também seriam encaminhados à PGE.

Máfia de Branco
O Ministério Público do Estado (MPE) entrou com ação contra um funcionário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que tem quatro empregos públicos. Ele é médico e tem mais dois empregos na prefeitura de Porto Velho, cada um de 40 horas semanais, e outro no Pronto Socorro João Paulo II, também de 40 horas semanais. No TCE o cidadão atua como agente de controle externo.
O MPE não divulgou o nome do cidadão, coisa que a sociedade tem o direito de saber. Se cumprisse horário em três de seus empregos, ele teria que trabalhar direto, sem direito a dormir, de segunda a sexta. Cinco dias resultam em 120 horas. Se fica mais 40 horas no TCE, entraria no sábado e teria oito horas de descanso no domingo, para dormir, comer, se assear e tudo mais que precisasse.
Como qualquer um pode ver que isso é impossível, está na cara que o cidadão é fantasma. O que mais impressiona é ele trabalhar no Tribunal de Contas, onde os conselheiros vivem pregando moralidade. Seria interessante o TCE começar a fazer bem o dever de casa. Aliás esse não é o único caso estranho envolvendo o Tribunal. Há outros, de menor relevância.

Atrás do toco
Já não dá mais para esconder. É visível o corre-corre das pequenas legendas com o intuito de participar de blocos sólidos. Tudo isso para impressionar os grandes e propiciar bons acordos em cima da hora. Os dirigentes devem ficar atentos para os políticos que pulam de galho em galho. Infiéis na política, hoje dormem nos braços de um e amanhã acordam na cama de outro.

O ex-deputado federal Lindomar Garçom (PV) é um bom exemplo de como os políticos não são nada confiáveis nesta época do ano. Recentemente ele pulava cirandinha com o PR de Miguel de Souza e com o PSDB de Expedito Júnior, mas de repente se mostrou perdido de amores pelo PMDB de Confúcio Moura. Até as convenções há o risco de ele se apaixonar por outro grupo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eleições


O PMDB reúne os pré-candidatos a vereador em Porto Velho no próximo dia 15, no auditório do diretório regional. O presidente do diretório municipal, Dirceu Fernandes, explicou que a sigla se fortaleceu a espera eleger um grande número de vereadores neste ano. Isso deverá ocorrer, já que a intenção é lançar candidatura própria à prefeitura.

Pré-candidatos
Neste ano o PMDB conta com três pré-candidatos à prefeitura da Capital, conforme assegurou o presidente em exercício do diretório nacional, senador Valdir Raupp. São o advogado Orestes Muniz, o empresário e funcionário público Davi Chiquilito e o diretor geral do Deosp, Abelardo Townes de Castro Neto.

Não é fantasma
Setores do PMDB pretendem forçar o lançamento da pré-candidatura de Davi Chiquilito, mas essa não é uma tarefa fácil. Pesa contra ele principalmente o fato de ter sido nomeado com uma gratificação alta, um CDS-20 e não comparecer à governadoria, onde está lotado. Será difícil explicar em uma campanha que ele assessora o governador em outro lugar.

Entendimento
O caso é que, para o público em geral, quem recebe salário do poder público mas não comparece ao local de trabalho seria funcionário fantasma. É difícil para o leigo entender a possibilidade de alguém assessorar o chefe de longe, como aparentemente faz Davi Chiquilito. Com muita competência, por sinal, já que ninguém reclama.

Quieto
O peemedebista histórico Wanir Cavalheiro mais uma vez foi colocado para escanteio pelo PMDB. Ele alegava ser pré-candidato à prefeitura de Porto Velho, mas os caciques do partido “esqueceram” dele quando anunciaram quem participaria da pré-convenção da legenda. Ao contrário do que se esperava, ele não tem reclamado.

Vaia
Ainda está rendendo muitos comentários a vaia tomada pelo prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT). Foi no Baile Municipal de Carnaval, e no local estavam diversos servidores comissionados. Sobrinho precisa melhorar a popularidade, caso contrário não poderá ajudar o candidato do PT à prefeitura.

Passado
No passado, já aconteceu em Rondônia caso de um governador dizer que seu candidato era determinado cidadão somente para prejudicá-lo. Se Roberto Sobrinho continuar tomando vaias é bem capaz de o PT acabar decidindo que ele deve pedir votos para o deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO).

Audiência pública
O governador Confúcio Moura (PMDB) passará por uma prova de fogo durante a audiência pública marcada para o próximo dia 14 para discutir a abertura de crédito no BNDES. Ele deverá explicar detalhadamente como serão aplicados os R$ 542 milhões que o Executivo pretende obter. Deverá receber o apoio de diversos setores e também de políticos que deverão comparecer à Assembleia Legislativa.
O ideal é que ele esteja munido de documentos e informações para rebater algumas alegações. Pode explicar, por exemplo, os problemas que herdou e o empréstimo feito pelo governo anterior, que ele deverá começar a pagar. Pode afirmar que será reeleito e que começará a quitar esses R$ 542 milhões, que serão utilizados na estruturação de diversos setores, como a saúde.
O jogo de interesses é grande, em torno desse assunto. O senador Ivo Cassol (PP-RO), por exemplo, nunca escondeu de ninguém que em 2014 pretende concorrer novamente ao governo. Ele pretende deixar no Senado o pai, Reditário, e não quer ser obrigado a pagar dívida nenhuma. Se Cassol fosse o governador, é claro que ele aceitaria o empréstimo. Essas e outras coisas devem ser levadas em consideração.

Atrás do toco
Está difícil para o formador de opinião se situar devido às informações desencontradas envolvendo os resultados da Operação Termópilas. A todo momento fontes dizem alguma coisa, mas é praticamente impossível saber o que é boato e o que é de fato real. Algumas vezes a autoridades dizem uma coisa, mas fontes afirmam outra.

As autoridades não informam tudo o que está acontecendo, sob a alegação de que isso atrapalharia o andamento das investigações. E como já foi passada à imprensa informação inverídica, como no caso da nota informando que a deputada Epifânia Barbosa foi ouvida como testemunha, agora os formadores de opinião ficam com um pé atrás.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Firmeza


De acordo com o que circula nos bastidores, seria interessante o secretário de Estado de Educação, Júlio Olivar, ter firmeza na mão. Isso na hora de cumprimentar. Um cumprimento com mão firme transmite segurança, confiança. O ideal não seria tocar apenas a ponta dos dedos na mão estendida. Bom mesmo é tocar palma com palma e colocar um pouco de força na hora de apertar.

Espera
Amigos do falecido Manoel Moendoça, o Manelão, aguardam que o veto do prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), à homenagem proposta ao general da Banda do Vai Quem Quer volte à Câmara de Vereadores. Os vereadores aprovaram um projeto dando o nome do carnavalesco ao Mercado Cultura, mas o prefeito não aceitou. Está programado um grande protesto na Câmara, para quando a matéria for apreciada.

Desfile
Sobrinho costumava desfilar na Banda do Vai Quem Quer em outros tempos, mas a tendência é que não faça isso neste ano. Ele tomou uma sonora vaia no Baile Municipal de Carnaval na última sexta-feira, no clube Talismã 21. Se nas atuais circunstâncias o prefeito resolver comparecer ao desfile, sua situação pode se complicar muito. Afinal, ninguém gosta de ser vaiado, ainda mais em ano eleitoral.

Crédito
Não é difícil entender a razão de parte da imprensa não dar total crédito a informações divulgadas pela Polícia Federal. A superintendência negou que tivesse havido depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde, José Batista da Silva, preso na Operação Termópilas sob a acusação de desviar recursos públicos. Depois, o procurador geral de Justiça, Heverton Aguiar, disse que Batista foi até a Polícia Federal disposto a prestar esclarecimentos, mas na última hora desistiu.

Informação
A superintendência da PF bem que poderia ter divulgado o que o procurador geral de Justiça depois admitiu: que Batista desistiu de depor na presença de seus advogados e dos promotores. Ficou a desconfiança de setores da imprensa, porque era certa a informação de que o ex-secretário tinha ido até a sede da PF. Ele foi visto sendo levado à superintendência.

Nota
A falta de total confiança no que divulga a PF começou com a nota oficial divulgada em favor da deputada Epifânia Barbosa (PT-Porto Velho). Foi dito à imprensa que ela havia sido ouvida como testemunha. Depois a parlamentar foi indiciada e acabou sendo divulgado que ela conseguiu a nota porque aceitou admitir que havia recebido R$ 60 mil de propina. Depois o dinheiro foi devolvido, diz ela.

Indeciso
Nesse período que antecede as eleições municipais, aparentemente o ex-deputado federal Lindomar Garçom (PV) não sabe para onde vai. Depois de trocar juras de amor com o ex-deputado federal Miguel de Souza (PR), Garçom caiu nos braços do governador Confúcio Moura. Às vésperas da convenção pode ser que ele se decida.

Humildade a toda prova
O ouvidor geral do Estado, Vicente Moura, deu um tremendo cala boca nos linguarudos que o chamam de “professor de deus”. Devido à forma extremamente austera como trabalha, Vicente angariou a antipatia de muita gente. Os desafetos costumam dizer que ele conhece pouca coisa, mas pensa que sabe de tudo e vive metendo os pés pelas mãos, prejudicando inclusive o governador com determinadas atitudes. Pura falácia dos adversários.
Para provar que todos os críticos estão errados, Vicente Moura demonstrou uma tremenda humildade na última segunda-feira. Ele foi promovido recentemente a ouvidor geral do Estado e decidiu aprender a trabalhar com quem sabe. Foi até a Assembleia Legislativa e conversou longamente com o ouvidor da Casa de Leis, deputado Ribamar Araújo (PT-Porto Velho), que lhe deu uma aula sobre essa atividade. Agora, Vicente está preparado.
Vicente Moura ficou na Assembleia por aproximadamente uma hora. Nesse período o motorista da caminhonete do governo placas NDI–1051 ficou aguardando o ouvidor no estacionamento, com o motor ligado. Mas o gasto com combustível valeu a pena, porque o curso intensivo ao qual Vicente se submeteu foi gratuito. Seria gasto um valor muito maior se ele tivesse sido lavado a outro Estado, para saber como funciona uma ouvidoria.

Atrás do toco
Começam a estourar escândalos envolvendo o ex-secretário de Estado de Saúde, José Batista da Silva e a empresa que fazia a averbação de empréstimos consignados na folha de pagamento dos servidores estaduais. Existem acusações de que Batista teria exigido propina de escritórios de corretagem que representam bancos particulares, mediante ameaça de bloquear a senha e assim impedir que fossem feitos os empréstimos. Quem não pagava não conseguia trabalhar.

Batista teria pedido propina até mesmo de diretores de bancos particulares que fazem empréstimos consignados a servidores. Teria exigido 3% do valor mensal emprestado por essas instituições, mediante ameaça de ir na Secretaria de Estado de Administração (Sead) e proibir que o banco que não cedesse à chantagem continuasse com o privilégio de receber as parcelas através de desconto em folha. No Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal ele não pediu nada.